segunda-feira, 16 de maio de 2011

Afinal, o que é real?

A cachorra observa o misterioso banheiro que nunca aparece, só dá susto. 
Foto: divulgação

Atividade Paranormal 2 é o filme escolhido para o post de hoje. Achei Atividade Paranormal, o primeiro, bem mais assustador. Não sou fã de filmes de terror, acho que sempre tem sangue demais, monstros demais e medo demais, por isso prefiro os de suspense. Acho que por isso Atividade Paranormal entra para a minha lista de preferidos, não exagera tanto. A história do filme 2 acontece antes dos acontecimentos do 1. Poderia se chamar "Atividade Paranormal - A origem".

Explico porque prefiro o primeiro: tem mais cenas de atividades paranormais (hahaha). O segundo tem muita explicação, muita coisa para que o primeiro faça sentido. As câmeras, que agora são basicamente de vigilância eletrônica e daquelas que filmam no escuro, dão mais possibilidades de visões diferentes de uma mesma cena, o que é legal e foi uma boa jogada. E o cenário também é bem restrito como no primeiro, sendo que o foco é o quarto do bebê e a escada (no anterior, é o quarto do casal e a escada também). 

A cachorra da família tem papel de destaque, de certa forma. É ela quem "vê", late, age de forma estranha e até cuida do bebê, o grande alvo do vilão invisível. O banheiro do quarto da criança é um mistério, assim como o porão. Têm cenas realmente assustadoras, sem exagerar, mas também têm cenas confusas em que você não consegue saber se a câmera está virada para cima ou para baixo, o que em mim causou uma aflição danada. 

É tudo de mentirinha, mas você acredita!

Durante todo o filme os atores principais do primeiro filme interagem com os novos falando dos medos e suposições que possam explicar os fatos estranhos. Se apresenta como uma história real, assim como A Bruxa de Blair e Distrito 9 (que é muito surreal para se dizer "de vídeos caseiros encontrados"), mas acaba, da mesma maneira deixando o espectador com a dupla sensação de "isso existe" e "isso é ficção". Digamos que seja uma "ficção que existe", apesar de ser tudo ficção mesmo. É um filme envolvente. A ausência de trilha sonora só aumenta a apreensão. Por mais que exista poder de influência de uma música bem elaborada para uma a cena, o silêncio é cruel. Faz você pensar nos seus próprios medos, se colocar na situação. Poderia ser real? Depende das suas crenças.

Se houver um terceiro filme, o que acho difícil, mas nunca se sabe, aposto na ideia de que vá mostrar a história da infância das irmãs, quando tiveram experiências ruins, das quais preferem não falar. E se, como diz no enredo, tudo começou com um pacto da bisavô delas com o coisa ruim nos anos 30, têm muitas sequências por vir. A única coisa que fica clara é que o improvável é a história ir para frente, a lógica seria apenas regressar.

Depois de assistir decidi que precisava pensar em outras coisas para passar um pouco aquela tensão toda. Liguei na CNN e comecei a assistir Piers Morgan Tonight - Inside de Mission: Catching Osama Bin Laden. Não deixava de ser outra história de terror. E, sim, eu tive pesadelos.

Recomendo.

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