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Quando o trabalho é uma questão de sobrevivência Foto: Movies.ign.com |
A história é real, com adaptações, baseada no artigo What I Did on My Summer Vacation e disponível aqui (para quem lê em inglês e tem tempo de sobra, porque é longo!). Começa com uma frase convidativa e desafiadora "Apenas as partes mais absurdas dessa história são verdadeiras". Três jornalistas, que eram originalmente cinco, em uma busca por um dos criminosos de guerra mais procurados, ou nem tanto assim, da Bósnia em 1999.
O personagem principal, Simon Hunt, interpretado por Richard Gere, é um consagrado correspondente até surtar ao vivo depois de um dia difícil, em 1994. É demitido e passa a levar uma vida de freelancer viajando a cada fronteira ou trincheira que encontra, para encontrar uma grande história, sem sucesso. Enquanto isso seu parceiro, o cinegrafista Duck, representado por Terrence Howard, é promovido para trabalhos mais leves e menos estressantes em New York. Quando se reencontram, surge a chama dos velhos tempos e junto com o filho do vice-presidente da emissora, um jornalista recém-formado, o trio vai atrás de uma entrevista com o Raposa, apelido de Radovan Karadzic.
Em meio aos tiros e perseguições Hunt explica a Duck porque o amigo aceitou gravar a reportagem dele: "Arriscar a vida é viver de verdade. O resto é televisão", apenas um exemplo do humor irônico empregado no filme. Hunt não quer a entrevista apenas, quer capturar o criminoso que está facilmente ao alcance de CIA, ONU e OTAN, pela recompensa de US$ 5 bilhões. Ele está no fundo do poço. O grupo encara a aventura e corre risco de morte, até chegar... Não vou contar o final, é claro.
É um filme que nos deixa surpresos e reflexivos sobre a possibilidade da conivência de organizações de combate aos crimes internacionais e, principalmente, contra a humanidade, em permitir a liberdade dos responsáveis por milhões de mortes. Um grande destaque é a amizade, a cumplicidade e a importância do trabalho em equipe, entre repórter e cinegrafista. Mas não acredite em tudo, afinal, quem conta um conto...
Se você gosta de filmes sobre guerras ou jornalismo de guerra, recomendo.

2 comentários:
Vi o filme. Muito bom.Traduz um pouco a realidade. Tenho formação em Comunicação social-jornalismo. Da vontade de imitá-lo rsrsrsrs. Inté!
OI, visita!
Vi o filme. Muito bom!
Sorte e talento!
Abraço, inté!
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